sexta-feira, 6 de julho de 2012

Paderborner Pilsener

<saudação_cliche>
Olá, há quanto tempo! Como vai!?
</saudação_cliche>

De volta e em grande estilo. Com um achado duplamente internacional: diretamente da Alemanha, comprada na Bolívia. Uma das aquisições de minha última viagem.

Resolvi investir nesta cerveja, primeiramente, por me parecer um exemplar bem alemão à primeira vista. E segundo, por não ter avistado-o nas prateleiras de minha cidade mesmo após a recente invasão gringa de cervejas.

Welcome back!


Sem mais delongas, esta cerveja parece com as nossas, mas com algumas melhorias. Em primeiro plano, o sabor, levemente lupulado. O que não confere ao líquido a famosa sensação refrescante e convidativa ao próximo gole. De certa forma, somos instigados a degustar um pouco e dar um tempo até o próximo. Também o colarinho se forma bem cremoso e persistente, algo que não é devidamente valorizado por aqui, mas bem que deveria.

Graduada em 4,8%, poderia facilmente ser confundida com nossos rótulos mais conhecidos. Facilmente.

Em minha sã quasi-ignorância das cervejas alemãs, julgo ser esta uma exemplar popular nas terras bretanhas e, talvez por isto, sem maiores contrastes. O que mostra que nossa indústria está no alinhada com quem entende e vai de encontro à minha tese de que bebemos cerveja aguada demais...

Um brinde aos reencontros!

sábado, 26 de novembro de 2011

Estrella Galicia 1906

Mais uma estrangeira por aqui... Essa faz parte do portfólio da espanhola Estrella Galicia. No rótulo, "Reserva Especial" e "Cerveza Extra" aumentaram as expectativas.

A cor é um amarelo escurecido, amarronzado. Contrasta com as amarelinhas que costumamos ver e apreciar. Já o creme é denso e agrada, mas dissipa-se com alguma facilidade.

te amo espanhola!


A melhor definição para esta cerveja é encorpada. Ela tem um amargor bem diferente, algo levemente torrado, como li em outra resenha e, com isso, tenho que concordar. Essa característica também disfarça o teor levemente superior, de 6,5% . Opinião diferente em tenho quanto ao dulçor. Não vi isso que outros viram.

Não tem tanto bebestilidade drinkability assim, pois o final seco e amargo pode assustar alguns e, mesmo os que gostam, creio que não vão apreciar depois da 3a ou 4a. Ou 5a, ou 6a... Enfim, ficou entendido né?

É uma lager mais forte e desconfiei de qual estilo estaríamos tratando aqui. De fato, a 1906 é classificada com Viena Lager, um estilo caracterizado pela cor avermelhada e sabor levemente queimado.

Adquirida pelo investimento de R$4,50 , entra pra lista das que valem o teste. Acho que cairia bem com um churrasco ou um filé à medalhão. Ou vai ver só tô com fome mesmo ;)

Quanto à data, não encontrei nada a respeito. Já  procurei e não achei nada. Quem descobrir ganha um brinde, se for de Fortaleza!


sábado, 5 de novembro de 2011

Colorado Indica

Colorado Indica! Essa é a primeira cerveja do estilo India Pale Ale que passa por aqui. Para os iniciados, uma IPA ;)

Durante o processo de colonização da Índia, os ingleses, já apreciadores de cerveja, levavam estoques do precioso líquido para as novas terras. No entanto, devido à duração do trajeto e às condições de produção e armazenamento da época, as cervejas deterioravam-se pelos meses em que a viagem se arrastava.

Foi aí que surgiu um novo estilo de cerveja, com teor alcóolico superior aos tradicionais da época (e de hoje também, com 7,5%) e com aumento do lúpulo na receita, com consequente efeito de amargor superior, a fim de prolongar a vida útil do líquido sagrado. E funcionou!

A Colorado está se firmando como uma das melhores fabricantes de cervejas premium especializadas do Brasil, sendo marca premiada em concursos pelo mundo com suas cervejas. Com a Indica não foi diferente e ela foi agraciada em alguns concursos internacionais.

cor de lama turva!


No palato, conforme esperado, o amargor impera. Mas um amargor saboroso, estimulando uma sensação, infelizmente, pouco explorada na nossa culinária. No aroma, a sensação de algum grão torrado, que não consegui identificar. A cor, conforme bem mostrado na foto, é bastante escura, puxando pro marrom.

Em suma, estamos falando de uma cerveja de qualidade e bem diferente do que fomos "adestrados" por aqui. O preço normal varia de R$9,90 a R$14,90 nos Extras da capital cearense. Numa pechincha, comprei alguns exemplares a risivos R$1,99 a embalagem com 600ml por estarem perto do vencimento. No preço normal, vale a prova. No preço promocional, recomendo a dúzia!

domingo, 23 de outubro de 2011

Primeiro Teste Cego

E ontem, como falei, na nossa Oktoberfest privada, rolou um teste cego. Compramos um monte de cervejas trapistas belgas:

o sonho!


Não, mentira! Compramos um monte de cerveja sim, mas das nacionais, de prateleira mesmo. todas na faixa sub-2 reais, desde a injustiçada Primus, passando pela unanimidade Skol, até chegar na aclamada Bohemia, dentre outras. Pra temperar, inserimos também a Stella e a Heineken, que passam um pouco dos R$2.

A metodologia foi a seguinte: dividimos as cervejas em grupos de 4 para facilitar para o provador. Cada cerveja era colocada em uma taça numerada por um "juiz" que era isento e não participava. Todas as taças eram comuns, daquelas de buffet. Os 4 participantes eram previamente informados quais eram as cervejas presentes naquela "bateria" e o desafio era fazer a correspondência número-marca.


O resultado foi o seguinte: fomos péssimos. Eu acertei com muita dificuldade 1 bateria completa, de 3 que houveram. Meu irmão acertou uma bateria também. Os outros dois poucos chutes certos. Mas nenhum de nós teve muita convicção nos palpites. Tá, eu também tinha bebido um pouco 7 latinhas antes de começar, então estava na desvantagem....

Mas, no resumo, fiquei satisfeito. Minha teoria de que nossa capacidade de percepção é bem menor do que julgamos parace ser válida e me incluo quando digo "nossa". Em se tratando de cerveja, nossas escolhas parecem ser muito mais baseadas em preconceito e propaganda do que na qualidade do produto em si.


a realidade!


Tenho algumas idéias para melhorar: fazer uma análise sensorial das cervejas, dar notas a priori e a posteriori para comparar, provar numa temperatura superior, utilizar mais taças para que cada provador possa sentir o aroma e a espuma da cerveja, convidar mais amigos bebedores contumazes.... Aceito sugestões também.

Fica a lição: pense duas vezes antes de pagar aqueles centavos a mais por determinada cerveja. Primeiro, avalie se há diferença. Segundo, avalie se a diferença pode ser percebida. Se for para uma festa, dependendo do porte, pode fazer toda a diferença.

Pra início, foi uma boa brincadeira e animou o grupo.  O resultado corroborou com mote da noite, que inventei de improviso e fez sucesso: procurar diferença nas brejas brasileiras é procurar diferença em listras de zebras. Né, tio Marco?! =)

Valeu Nega, Catarine, Romim, Cici e Vinícius.

Até o próximo. Ein prosit!

Theresopolis Gold + Bohemia Confraria

E ontem foi dia de cerveja! Na verdade, rolou uma cervejada com uma degustação bem diferente, realizada em grupo. Foi tipo a nossa Oktoberfest! E teve até teste cego!

Primeiramente, vou falar da Theresopolis Gold. Como outras que já comentei aqui, ela não se diferencia muito das brejas brasileiras. Um pouco mais de sabor e aroma, nada demais.
É uma pilsen de qualidade, mas que não vale os R$10 por 600ml que normalmente são cobrados nos supermercados...

foto kibada pelo Google Images...


Já a Bohemia Confraria é uma cerveja diferente. Possui uma cor âmbar escuro e uma espuma não muito cremosa, mas com uma persistência razoável. É uma cerveja do tipo abadia, ou seja, sua receita é baseada no processo de fabricação que monges utilizavam para fazer sua própria cerveja na Europa medieval (sim, monges bebem!). Posteriormente, estes monges passaram a comercializar sua cerveja para angariar fundos para se manterem ou para a caridade. E há monges que fazem isso até hoje!


Que bela garrafa! Foto kibada daqui.



A Bohemia, como de costume, caprichou nesta cerveja. Seu sabor lembra o caramelo, sem ser adocicada. E seu aroma é bem presente, mas não consigo descrever... Paguei R$7 na garrafa com 550ml e acho que foram bem investidos! O teor é de 6,2% mas ele fica bem disfarçado.

sábado, 15 de outubro de 2011

Devassa Loura

Devassa. Esta marca que já nasceu com nome polêmico, tem uma logo provocante e, pra radicalizar, experimentou a Paris Hilton como garota-propaganda.

Não deu certo, claro! O país da praia, da bunda e da corrupção não tolera desvios éticos e de valores se não for no mês do carnaval.

Acho que só de sacanagem, trocaram a Paris por seu antônimo - a Sandy. E como a coisa não tava funcionando, rolou aquela apimentada na famosa "entrevista".

Marketing até a última gota!

Inicialmente artesanal, fase em que não a conheci, arrisco dizer que a Devassa é, hoje, uma cerveja muito mais midiática do que qualquer outras coisa.
Entrou com tudo no mercado nacional  após ser comprada pela Schincariol e faz parte do portfólio "top" (ou "premium") do grupo.

No paladar, nenhuma novidade. Uma pilsen com gosto metalizado que agrada, mas sem maiores traços amargos ou doces. O teor alcóolico de 4,8% não dá as caras diante da suavidade da cerveja.

No fim, nada demais. Nem de menos. Uma boa cerveja, porém, superfaturada. Na casa dos R$3,50 , não honra o investimento.

Amstel Pulse

Opa! Hoje é mais um post póstumo que farei. Atrasado, mas não sonegado!

Esta loira holandesa foi devidamente entornada há exatas duas semanas, mas fiz algumas anotações para comentar. Vamos a elas....

Detalhe para a tampinha inovadora!


Bom, é isso. Pra falar a verdade não anotei nada. Uma pilsen no estilo que já conhecemos com um design bacana e uma tampinha que não precisa girar. Você enfia o dedo naquele anelzinho (ui!) metálico e ela abre como numa lata sardinha ou molho de tomate. E vi pela internet que ela ganhou um prêmio de Design num Festival Cannes.

A cerveja em si, pra mim, não vale os R$4,00 pagos. Pra efeito de comparação, uma Bohemia me parece uma pedida mais justa.

Mas com uma costelinha de porco, qual não cai bem?