quarta-feira, 25 de maio de 2011

Paulistânia Lager Puro Malte Premium

Aproveitei uma promoção e, por isto, ela fugiu à regra de ir subindo o preço das aquisições gradativamente. No popular, furou a fila!

Tem um amarelo escurecido e uma leve espuma. O rótulo diz que estamos falando de uma cerveja feita com puro malte, ou seja, o malte é feito 100% de cevada. Lembrando que o malte pode ser composto também por outros cereais, como o milho e o arroz. Realmente, não sei a diferença que faz utilizar apenas cevada no processo.

Foto própria!


Pelo preço e pelo rótulo, que contém "Cerveja Puro Malte Lager Premium" e de aspecto envelhecido, confesso que esperava mais. É uma boa cerveja, mas sem aquele componente diferente ou artesanal. Não vai muito além de uma Antárctica Original, por exemplo. O diferencial que percebi foi o retrogosto, presente na língua por um tempo superior. Ademais, o suave amargor agrada a quem quer fugir das Skol 360 ou Brahmas Freshs da vida, cujos únicos objetivos são serem tomadas tão mais geladas quanto for possível e refrescar o calor, sem deixarem vestígio de seus gostos na boca.

E este é um ponto importante: essas cervejas "superiores" não devem ser tomadas geladas demais. Essa daqui recomenda 3 a 6 graus. Não tenho um termômetro, então não tenho como precisar, mas creio que a temperatura estava boa para o consumo.

Diria que é um bom benefício, mas um ruim custo X benefício. 600ml na faixa de R$8 a R$10 nos grandes supermercados.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Eisenbahn Rauchbier

Fenixzando esse blog mais uma vez... Nesse tempo afastado, viajei pela Argentina e lá provei várias cervejas como Quilmes de vários tipos, Andes, etc ... Mas como o tempo era curto e urgia, não tinha tempo para fazer as resenhas. Apenas para sentar e apreciar naquele clima mais ameno que este nosso nordestino. Em outras palavras, a cerveja demora pra caralho pra esquentar!

Ah, sem falar que andei traindo bastante o movimento. Traduzindo, a valorização do real frente ao dólar, causando a queda dos preços e a viagem fizeram a minha proporção de consumo de vinho subir drasticamente. As degustações e passeios que fiz em Mendoza, capital do vinho para os hermanos, estimularam a continuação do aprendizado por aqui =)

Mas chega de papo, porque resenha de vinho envolve um quê de boiolagem método mais elaborado e já tem um monte de gente fazendo isso por aí: os enólogos e os enochatos.

Créditos: foto "kibada" daqui 

A estrela da vez é de uma família já bem tradicional e conhecida no Brasil. A catarinense Eisenbahn tem uma linha bem diversificada de cervejas para vários gostos. Todas de excelente qualidade, pelo que tenho provado. E que bom que está ganhando o mercado nacional e deixando de ser exclusividade dos sulistas.

Ao que interessa: nossa degustação da vez. Cor bem escura e colarinho pouco cremoso e não persistente. A grande surpresa aqui ficou por conta do sabor mesmo. Senti logo algo torrado, tipo café. Bem diferente do que vemos em cervejas escuras tradicionais como dunkel ou malzbier. Foi o que mais marcou. Não tinha o sabor forte característico das dunkel nem o gosto adocicado das malzbiers. Simplesmente, saborosa e incomum.

A Wikipedia me disse que o prefixo nome "rauch" vem do alemão e quer dizer "defumado". Isto para nos dizer que a cevada utilizada aqui é defumada e produz o gosto característico que tanto me atraiu.

De fato, não creio ser uma cerveja para ser tomada aos baldes. Nem para ser tomada "trincando". Tomei de geladeira, normal, sem freezer ou congelador e foi uma delícia. Só uma coisa a reclamar: acabou!

Entrou para meu plantel de prediletas juntamente com a weiz, que ainda não tive a oportunidade de comentar. E o preço: em torno de R$5 numa pechincha que peguei, mas, normalmente, fica na faixa de R$6 a R$7.

P.S.: tirei a foto acima desse site aqui: http://confrariadatavoladigital.blogspot.com , que por sinal, pareceu bem interessante e já assinei. Ainda não tenho como tirar fotos próprias e esta foi a melhor que o GoogleImages me retornou, representando bem o que queria mostrar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Kaiser Summer Draft

As coisas estavam meio largadas aqui. Mas era porque, de novo, estava tomando muito do mesmo e não estava sobrando fígado para a parte "cult" da coisa =oD
E com o carnaval e seus respectivos prés, pode ser que fiquemos nesse pé por aqui! Juro me esforçar para que não aconteça.

Confesso que não estava esperando muito desta cerveja. Explico o porquê: já falei bastante a respeito do tipo de cerveja massificada no Brasil, que, creio eu, é do mais leve e menos encorpado que pode haver e que eu tenho conhecimento.

O nosso clima tropical, nossa geografia com grandes litorais, nossas pluviosidade anual, o barateamento pela produção de apenas tipo em grande escala... Enfim, muita coisa contribui para o "adestramento" do nosso paladar.
Aí você pega uma cerveja onde há escrito Summer... Pensei logo em água de côco lupalada!



Mas não, apesar de ser, de fato, uma cerveja leve e bem adaptada a climas quentes e tempo ensolarado, esta aqui ainda consegue manter um tanto de sabor e um leve amargor, apesar de ter algo levemente adocicado. E o colarinho, existiu! Não teve grande permanência mas manteve-se por um ou dois goles.

Bom, no fim, valeu a regra que estou tentando extrapolar para vários aspectos do cotidiano: mantenha a expectativa alta e ganhe uma decepção. Mantendo-a Mantendo-lhe Se mantiveres Mantenha-na* baixa e controlada e poderás facilmente ser surpreendido.

P.S.: votos atrasados de um 2011 fodástico!!!

* A construção é assim mesmo? O Google não foi meu amigo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Itaipava Pilsen

Essa é mais do que conhecida pelos sudistas sudelistas moradores da região sudeste. Produzida pela cervejaria Petrópolis, que até onde eu sei não pertence a nenhum grande conglomerado do ramo (Schincariol, Femsa e Ambev), apesar das sondagens da Schin. Pra essas bandas "de nóis", não tinha visto muitas aparições da marca, apesar de já ter visto algumas vezes aquelas famosas latinhas com um proteção de papel alumínio na parte de cima, pra garantir a higiene, nos supermercados de Fortal. Aliás, uma boa idéia e que deveria ser copiada. Se bem que dizem que o álcool mata tudo...

Bom, com relação ao líquido precioso, confesso que fui com a espectativa bem baixa. No entanto, ao primeiro gole, vi que ela não deixa a desejar em relação ao que as "grandes" fazem. Esta versão tem o sabor bem leve e refrescante, com baixíssima persistência e creme espuma quase ausente. Ideal para um praião com solzão! O álcool fica no padrão, com 4,5%

A cerveja agradou, apesar de fazer me sentir uma menininha bebendo Gatorade sabor cevada na academia...


Como juros por ter passado tanto tempo sem postar, deixo uma dica com informações bastante úteis para os pseudo-iniciados, curiosos, apreciadores e blogueiros de meia tigela. Tem informações valiosas que pretendo ir relembrando e incutindo por aqui.

P.S.: as fotos ilustrativas deixaram de ser de autoria própria porque há 1 mês e meio a torcida do Flamengo, que é dona de todo o Brasil junto com o Corinthians, também é dona do celular que eu usava. E encontrou-o no meu bolso no Castelão, fazendo a devida reintegração de posse. Como teria que ir ao Alemão para pedí-lo de volta, preferi deixar queto... Por enquanto...

sábado, 27 de novembro de 2010

Chopp Pilsen Drache Bier

Sim, comprei numa promoção do Clickon... Não conhece o clickon?!

Acho que este é o primeiro post póstumo que faço. Esse Drache foi devidamente entornado no final de semana passado...

Bom demais pelo "appeal" da coisa, por ser diferente e por não desperdiçar! Já fiz festa com latinhas. Desperdício! Já fiz festa com long necks. Desperdício! Já fiz festa com 600ml e garçom. Despedício! Se tem cerveja gelada, a "galera" pega, toma um gole, conversa. Quando termina de conversar, vê que a cerveja esquentou um pouco (algo totalmente comum aqui nos trópicos...) e pega outra {taça do garçom, latinha, garrafa}. Inevitável!

Certos são os caras que, em meio à corrida da cerveja, são perguntados sobre o que farão com a cerveja "quente" que carregam. "Vou beber quente! O que mais eu faria com a cerveja?!" é a resposta obtida.... Selvas! Com louvor!

Voltando ao Drache....

Um bom chopp, realmente de sabor artesanal e com colarinho bem cremoso e marcante (até demais, dependendo do "tirador do chopp", chegava a quase milk-shake de espuma). Tem que saber regular a parada. Como não tenho muita experiência nos não-pasteurizados (sim, essa é a diferença do chopp pra cerveja, além dos conservantes e outros "antes" para aumentar a validade), não tenho como compará-lo aos congêneres. Mas, em se tratanto de sabor, tem muitos pontos. Tenho dúvidas se o preço do produto em si vale a pena, mas é uma boa saída para algo de melhor qualidade que o costumeiro e sem reveses no aproveitamento.


R$50 (20l de chopp na promoção) + R$20 (entrega) + R$4 (12kg gelo escama) = R$74 . Isso equivale a R$6.16 por 600ml , o que não é absurdo quando se pensar no fator desperdício e na frustração causada por isso. E também tem a qualidade de um bom chopp.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Antarctica Cristal

Sei que isso aqui ficou meio largados às moscas. Não porque eu não estivesse praticando o esporte, mas não calhou de experimentar coisas novas. E ainda teve o feriado...

Deixando de quexo-paia , continuo firme com a idéia de começar pelas mais levinhas. No bolso!
Elas estão ficando rarefeitas, mas estou à busca.

Sobre a Cristal, só tenho a dizer que ela não tem muito de incomum e diferente do que estamos acostumados. Uma cerveja (bem) clara, leve e sem amargor. Tem um retrogosto (sim, aprendi esta baitolagem) interessante e a espuma se esvai rapidamente.

Não sei sua classificação. Li num site não muito gabaritado que é uma lager. A velha pilsen. E foi essa a minha impressão.



Pela garrafa transparente, ela deve sofrer algum tratamento pra não degradar com a luz. Apesar do teor alcóolico ser 5,5% contra 4,9% da Antarctica normal, diria que é uma boa cerveja para menininhas e "menininhas" começarem.

sábado, 23 de outubro de 2010

Heineken

"Heineken Lager Beer" , "Premium Quality", "Produzida com Paixão pela Qualidade".
São tantas expressões no rótulo que me parece que foi produzido pelo Duda Mendonça...

É a queridinha dos mauricinhos-de-posto-de-gasolina dos jovens "fazendo as bases". O bom "esquenta", para os mais sulistas. Onde você vir uma camisa de cavalinho, tem grandes chances de haver uma destas por perto. E um cavalo dentro da camisa. É, estes caras mesmo.


Esta é uma das últimas opções sub-R$2 disponíveis, podemos classificá-la de várias outras formas. Auto-declarada lager, podemos especificar como American Lager. Para nós, a velha pilsen!
Também podemos tomá-la (hehe) como uma cerveja pseudo-importada que pulou de bico no mercado nacional e caiu no gosto da "mauriçada". Pseudo porque, pelo que sei (e pelo rótulo, que não menciona importação), parou de ser importada de fato e começou a ser produzida pela Femsa no Brasil, sob supervisão da Heineken de Amsterdã. Originalmente, é de origem holandesa.



Vamos ao conteúdo...
Aroma e espuma? Quase nada em ambos enquanto geladinha. No sabor, podemos perceber uma amargozinho bemmmm suave após um tempo de repouso no copo. Creio que seja mais uma modinha dos anos 10, assim como as calças-tiririca-ovo-mexido (saca?!) , o casamento, a palavra "agregar" e a diversidade homo sexual.

O Premium deve ser por conta dos ingredientes e processo de produção... Boa, sim! Como já cansei de dizer que poucas geladas não o são. Mas, de diferencial? Bem, digamos que está um tiquinho acima da média nacional e, tirando o amargorzinho, sai bem numa foto por ser parecer importada =)